domingo, 22 de julho de 2012

Americana da seleção de futebol admite ser lésbica às vésperas dos Jogos Olímpicos Do Gay1 Esportes

Menos de um mês antes do início dos Jogos Olímpicos, Megan Rapinoe, jogadora da seleção norte-americana de futebol, declarou publicamente que é lésbica. O momento para a revelação é importante, já que a atleta, que completa 27 anos nesta quinta-feira, quer que sua história encoraje outras na comunidade LGBT.

Rapinoe já se dizia lésbica abertamente para seus familiares e para as
companheiras de equipe, mas somente nesta segunda fez a declaração publicamente, em uma entrevista para a Out Magazine. “Para o registro: Eu sou lésbica”, disse a jogadora, que explicou os seus motivos ao USA Today Sports.


“Para ser honesta, eu tenho pensado nisso há um tempo, tentado encontrar a melhor hora. Agora, chegando as Olimpíadas, as pessoas querem histórias pessoais. Em geral, nossa seleção está em um lugar onde as pessoas e as crianças olham para nós. Eu abraço isso e acho que tenho muitos seguidores LGBT. Trata-se de manter a cabeça erguida e dizer que você tem orgulho de ser quem é”, declarou.


Até o momento, a atleta garante estar feliz porque a recepção de sua revelação tem sido positiva. Rapinoe namora uma australiana, que também é jogadora de futebol, há três anos e no último Natal a levou para conhecer sua família na Califórnia. A atleta ainda disse que sabia ser lésbica desde o primeiro ano da
faculdade e assumir isso para seus familiares levou um tempo de adaptação.

“Eu
simplesmente sentei e conversei com eles. Minha mãe, certa ou errada, tinha sonhos para que eu tivesse um tipo de vida. Leva tempo para que eles se acostumem a isso. Mas eles têm me apoiado muito e me amam exatamente por quem eu sou”.

Para a jogadora, existe uma grande diferença entre um homem e uma mulher assumir sua orientação sexual no esporte. “Eu nunca quis trazer qualquer drama para o time e acho que minhas companheiras de equipe são maduras o suficiente para lidar com isso. O clima é muito diferente para homens. Esse estigma só vai ser quebrado quando as pessoas assumirem e a recepção for positiva. Não significa que não haverá respostas negativas, mas se alguém tiver a coragem de ser o primeiro, o que é muito difícil, essas barreiras podem ser derrubadas rapidamente”, explicou Rapinoe.

Silas Malafaia afirma que programa Na Moral fez apologia ridícula ao exibir casamento entre “lésbicas evangélicas”

O pastor Silas Malafaia comentou, através de seu site, a edição dessa quinta feira (19) do programa Na Moral, que apresentou uma cerimônia de união civil entre duas mulheres que viviam juntas há 17 anos, e se declaram evangélicas.

Em seu artigo, Malafaia afirmou que não se pode esperar de pecadores a mesma atitude de quem conhece a verdade, mas que não poderia deixar de manifestar sua indignação e protesto contra a quebra de princípios instituídos por Deus. Ele criticou o programa, que ele classificou como propaganda ostensiva e ridícula em prol da causa gay, e o apresentador Pedro Bial que, de acordo com o pastor, tem feito um papel medíocre.
- Pedro Bial, que já tem feito papel de medíocre e ridículo no Big Brother Brasil, agora para mostrar que é mais ridículo ainda, vem fazer programa de uma verdadeira propaganda de união gay, enganando a sociedade ao mexer no emocional das pessoas, quando na verdade, por trás das câmeras, estas relações são terrivelmente problemáticas – afirmou Malafaia, que afirmou ainda que nas próximas gerações serão vistos os efeitos de crianças criadas por homossexuais.
O texto afirma ainda que o programa retratou uma realidade distorcida, apelando para a emoção para tentar comover o telespectador.
Malafaia afirmou ainda que por muito tempo profetizou para que Deus destruísse a Rede Globo, mas que agora profetiza para que os evangélicos tenham espaço na emissora.
- Se o diabo já tem usado, então, que Deus possa nos abrir portas para usarmos este veículo para a Glória de Deus – justificou.
- É inaceitável que um veículo de comunicação desta grandeza venha fazer uma apologia tão ridícula ao casamento gay – concluiu Silas Malafaia, que pediu ainda que seus leitores enviassem seus protestos à Globo.

Entre gays e lésbicas, Jogos Olímpicos de Londres terão 20 atletas assumido

Vinte. Esse é número de atletas gays e lésbicas assumidos que competirão nos Jogos Olímpicos de Londres, que começam na próxima sexta-feira, dia 27. A contagem foi feita pelo site OutSports.com. Apenas três são homens: Matthew Mitcham (foto), Carl Hester e Edward Gal.

O número ainda é muito baixo, sobretudo levando em conta a quantidade de atletas presentes nos jogos, mas é superior ao verificado nas Olimpíadas de Atenas (onze) e Pequim (dez).


Além dos 20 atletas olímpicos, há dois paraolímpicos e mais duas técnicas. Confira a lista abaixo.
Atletas:
- Matthew Mitcham (Austrália, saltos ornamentais)
- Edward Gal (Holanda, hipismo)
- Lisa Raymond (EUA, tênis de duplas)
- Judith Arndt (Alemanha, ciclismo)
- Seimone Augustus (EUA, basquete)
- Imke Duplitzer (Alemanha, esgrima)
- Megan Rapinoe (EUA, futebol)
- Marilyn Agliotti (Holanda, hóquei sobre a grama)
- Carl Hester (Reino Unido, hipismo)
- Carlien Dirkse van den Heuvel (Holanda, hóquei sobre a grama)
- Mayssa Pessoa (Brasil, handebol)
- Rikke Skov (Dinamarca, handebol)
- Maartje Paumen (Holanda, hóquei sobre a grama)
- Natalie Cook (Austrália, vôlei de praia)
- Alexandra Lacrabère (França, handebol)
- Jessica Landström (Suécia, futebol)
- Hedvig Lindahl (Suécia, futebol)
- Lisa Dahlkvist (Suécia, futebol)
- Carole Péon (França, triatlo)
- Jessica Harrison (França, triatlo): Carole e Jessica são namoradas.

Técnicas:
- Pia Sundhage (EUA, futebol)
- Hope Powell (Reino Unido, futebol)

Paraolímpicos:
- Lee Pearson (Reino Unido, hipismo)
- Claire Harvey (Reino Unido, vôlei)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Relembre os personagens Gays das novelas brasileiras desde a década de 70

O casal gay Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) da novela "Insensato Coração", da TV Globo, que terminou em agosto de 2011, entrou para a extensa galeria de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, travestis e drag queens que animam as novelas brasileiras desde meados dos anos 70.

Em 2012 tivemos Crô, o mais recente, vivido pelo ator Marcelo Serrado em "Fina Estampa", de Aguinaldo Silva. E a travesti Ana Girafa, papel de Luís Salem em "Aquele Beijo".

Muitos tiveram finais trágicos, outros ganharam finais felizes, alguns passaram despercebidos e outros geraram polêmica. Assassinos, viciados, efeminados, folclóricos, alegres, fervidos, "normais", românticos, sexuais...
Confira a linha do tempo completa dessa turma que, com cães ladrando e tudo, sempre conseguiu desfilar sua caravana. E continuará desfilando - mesmo que haja quem diga que "o público não aguenta mais gay em novela".
Anos 70
"Assim na Terra Como no Céu" (70, 22h) Ary Fontoura viveu o efeminado costureiro Rodolfo Augusto, o Gugu.
"O Bofe" (72, 22h) Na bizarra novela de Bráulio Pedroso, o polonês Ziembinski era Stanislava, uma velha que vivia bêbada de xarope. Foi a primeira travesti das novelas brasileiras - ou era apenas um homem interpretando uma velhota?
"O Rebu" (75, 22h) De novo Ziembinski. Desta vez, ele era o milionário Conrad Mahler, que matou Sílvia (Bete Mendes) porque esta se envolveu com Cauê (Buza Ferraz), garotão que Conrad sustentava. Na mesma novela, Roberta (Regina Viana) e Glorinha (Isabel Ribeiro) terminavam juntas. Obviamente, tudo era sugerido.
"O Grito" (75, 22h) Rubens de Falco era Agenor, homem maduro que morava com a mãe. De noite se maquiava e saía de casa trajando um enorme casaco. Nunca foi revelado o look por baixo da capa.
"O Astro" (78, 20h) Felipe (Edwin Luisi) e seu amigo cabeleireiro, Henri (José Luiz Rodi) eram colegas de drogas e transas - novamente, tudo sugerido. A dupla foi responsável por matar Salomão Hayalla (Dionísio Azevedo).
"Dancin' Days" (78, 20h) Renato Pedrosa era Everaldo, o bichésimo mordomo de Yolanda Pratini (Joanna Fomm). Everaldo vivia falando de Greta Garbo, e dizia que assistia aos filmes dela "de joelhos".
"Marrom Glacé" (79, 19h) Nestor de Montemar era Pierre Lafond, efeminado chef do buffet que dava título à novela.
"Os Gigantes" (79, 20h) Até hoje ficou indefinido se as personagens Paloma (Dina Sfat) e Renata (Lídia Brondi) tiveram algum romance escondido - e censurado - na novela. O autor Lauro César Muniz é o único que pode decifrar esse mistério, já que Dina morreu em 89 e Lídia saiu de cena.
Anos 80
"Ciranda de Pedra" (81, 18h) Letícia (Mônica Torres) era lésbica, nos rígidos anos 40.
"Brilhante" (81, 20h) Inácio (Dennis Carvalho) era gay, e sua mãe o obrigava a se casar com uma mulher. Ele se envolveu com Sérgio (João Paulo Adour), mas terminou embarcando para Paris com Cláudio (Buza Ferraz), ao som de "Pompa e Circunstância".
"Um Sonho a Mais" (85, 19h) Um trio de travestis invadiu essa absurda novela: Anabela (Ney Latorraca), Florisbela (Marco Nanini) e Clarabela (Antônio Pedro). De repente entrou em cena Olga Del Volga (a sexóloga interpretada pelo argentino Patrício Bisso). A censura vetou todas elas. Pedro Ernesto (Carlos Kroeber), que era apaixonado por Anabela sem saber que esta era travesti, terminou pensando que tinha assassinado sua amada.
"Roque Santeiro" (85, 20h) João Ligeiro (Maurício Mattar) era um peão sensível, que tinha Toninho Jiló (João Carlos Barroso) como seu melhor amigo. A paixão de João por Jiló acabou não sendo desenvolvida.
"Selva de Pedra" (86, 20h) Um romance entre Fernanda (Christiane Torloni) e Cíntia (Beth Goularth) também foi vetado e não aconteceu.
"Anos Dourados" (86, 22h) Na minissérie, Marina (Bianca Byington) terminou "vivendo em Nova York há anos, com sua companheira", segundo a narração.
"Roda de Fogo" (86, 20h) Mário Liberato (Cecil Thiré) tinha uma relação muito íntima com seu mordomo Jacinto (Cláudio Curi), com direito a massagens orientais. Ambos foram mortos na escalada de crimes que marcou a novela.
"Sassaricando" (87, 19h) Jorge Lafond viveu Bob Bacall, estrela de um cabaré.
"Vale Tudo" (88, 20h) O casal Laís (Cristina Prochaska) e Cecília (Lala Deheizelin) se desfez com a morte da segunda. Mas Laís encontrou um novo amor: Marília (Bia Seidl). Ainda, o mordomo Eugênio (Sérgio Mamberti) era uma bee hilária, viciada em cinema.
"Top Model" (89, 19h) Miguel Magno foi Marvin, gay afetado que acabou se casando com uma amiga.
Anos 90
"Mico Preto" (90, 19h) José Maria (Marcelo Picchi) e José Luís (Miguel Falabella) formavam um escrachado casal.
"Boca do Lixo" (90, 22h) Henrique (Reginaldo Faria) e Tomás (Alexandre Frota) tinham um caso. Henrique terminou matando Tomás e a amante dele - e esposa de Henrique -, Cláudia (Sílvia Pfeiffer).
"Barriga de Aluguel" (90, 18h) Eri Johnson era Lulu, bicha do bordão "Fui!"
"Pedra Sobre Pedra" (92, 20h) Adamastor (Pedro Paulo Rangel) era apaixonado por Carlão (Paulo Betti).
"Deus nos Acuda" (92, 19h) Gino (Jandir Ferrari) voltava para casa travestido como Gina, e se envolvia com Wagner (Paulo César Grande).
"Sex Appeal" (93, 22h) Otávio Augusto era Caio, fotógrafo de moda assassinado por um psicopata.
"A Próxima Vítima" (95, 20h) Marcando época, o casal universitário Sandrinho (André Gonçalves) e Jeff (Lui Mendes) terminou inaugurando apartamento com a benção das famílias.
"Engraçadinha" (95, 22h) A infeliz Letícia (Maria Luíza Mendonça) vivia rastejando pelo amor de sua prima Engraçadinha (Alessandra Negrini e Cláudia Raia).
"Explode Coração" (95, 20h) Floriano Peixoto era Sarita. Mas ela era travesti, transex ou drag? Ninguém nunca entendeu.
"A Indomada" (97, 20h) Zenilda (Renata Sorrah) gostava de "fazer a contabilidade" ao lado de Vieira (Catarina Abdalla).
"Zazá" (97, 19h) Marcos Breda viveu RoRo Pedalada, que era drag em uma boate.
"Anjo Mau" (97, 18h) Luis Salém foi o gay Beni, que se envolveu com a socialite Elisinha (Ariclê Perez).
"Por Amor" (98, 20h) Odilon Wagner era Rafael, homem maduro que largava a esposa para ficar com Alex (Beto Nasci).
"Torre de Babel" (98, 20h) O famoso caso das lésbicas Leila (Sílvia Pfeiffer) e Rafaela (Christiane Torloni), mortas na explosão do shopping cenário da novela.
"Hilda Furacão" (98, 22h) Matheus Nachtergaele estreava na TV vivendo o travesti Cintura Fina.
"Suave Veneno" (99, 20h) O guru Uálber (Diogo Vilela) e seu assistente "feminina" Edilberto (Luís Carlos Tourinho) divertiram o público e irritaram os militantes LGBT.
Anos 2000
"As Filhas da Mãe" (01, 19h) Ramona (Cláudia Raia) nasceu Ramon, mas fez a cirurgia e virou mulher.
"Desejos de Mulher" (02, 19h) Ariel (José Wilker) e Tadeu (Otávio Muller) formavam um casal caricato.
"Mulheres Apaixonadas" (03, 20h) As lésbicas teens Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) conseguiram terminar juntas, se beijando no palco enquanto encarnavam, respectivamente, Julieta e Romeu.
"Celebridade" (03, 20h) Laura (Claudia Abreu), a "Cachorra", era bi. Além de transar adoidado com homens, também curtia mulheres - e teve um caso com Dora (Renata Sorrah).
"Senhora do Destino" (04, 20h) Mais um casal lésbico com final feliz: Eleonora (Mylla Christie) e Jennifer (Bárbara Borges).
"América" (05, 20h) A bicha country Júnior (Bruno Gagliasso) acabou assumindo seu amor por Zeca (Erom Cordeiro), no quase-beijo-gay mais famoso do Brasil.
"A Lua me Disse" (05, 19h) Samovar (Cássio Scapin) e Valdo (Hugo Gross) terminaram felizes, embarcando para Paris. E havia a incrível Dona Roma (Miguel Magno), uma travesti dona da pensão.
"Belíssima" (05, 20h) Gigi (Pedro Paulo Rangel) terminou apresentando seu namorado, um rapaz apetitoso. E Rebeca (Carolina Ferraz) ficou com Karen (Mônica Torres).
"Páginas da Vida" (06, 20h) Rubinho (Fernando Eiras) e Marcelo (Thiago Picchi) formavam um casal sem conflito.
"Paraíso Tropical" (07, 20h) O mesmo ocorria com Rodrigo (Carlos Casagrande) e Tiago (Sérgio Abreu). O casal mauricinho foi considerado "frio".
"Duas Caras" (07, 20h) Bernardinho (Thiago Mendonça) se envolveu com Heraldo (Alexandre Slaviero), mas terminou casando com Carlão (Lugui Palhares).
"Beleza Pura" (08, 19h) Betão (Rodrigo Lopez) era um maquiador afetado.
"Queridos Amigos" (08, 22h) Beni (Guilherme Weber) era o gay da turma de amigos que se reencontravam depois de anos.
"Ciranda de Pedra" (08, 18h) No remake, a tenista Letícia (Paola Oliveira) não teve sua sexualidade desenvolvida, ao contrário do livro e até da novela original.
"A Favorita" (08, 20h) O gay Orlandinho (Iran Malfitano) mudou de time e se casou com Maria (Deborah Secco). Por outro lado, Catarina (Lília Cabral) largou o marido e foi morar com Stela (Paula Burlamaqui).
"Caras e Bocas" (09, 19h) A pocpoc Cássio (Marco Pigossi) popularizou expressões como "Tô rosa chiclete!" Seu amigo Sid (Kleber Toledo) era outra pintosa.
"Cinquentinha" (09, 22h) Pierre Baitelli encarnou Carlo, um "gay do mal".
2010/2011
"Tititi" (19h) Osmar (Gustavo Leão) morre, deixando o namorado Julinho (André Arteche). Após vencer preconceitos, Julinho conquista a família de Osmar e encontra um novo amor: Thales (Armando Babaioff).
"Insensato Coração" (21h) Um exército gay: Roni (Leonardo Miggiorin), Eduardo (Rodrigo Andrade), Hugo (Marcos Damigo), Xicão (Wendel Bendelack), Nelson (Edson Fieschi), Gilvan (Miguel Roncato) e Araci (Cristiana Oliveira). Araci e Gilvan morreram, Hugo e Eduardo podem morrer... alguém sobreviverá?
"Lara com Z" (22h) Pierre Baitelli retomou o personagem Carlo, de "Cinquentinha".
"O Astro" (23h) No remake, Henri Castelli assume o papel de Felipe, e João Baldasserini encarna seu inseparável amigo, o afetadinho Henri.
"Fina Estampa" (21h) Marcelo Serrado como Crodoaldo Valério, gay bastante feminino.

"Aquele Beijo" (19) Luís Salem fez a travesti boa gente Ana Girafa, que ganhou destaque na reta final da trama de Falabella.
Off Globo
Enquanto tudo isso aconteceu na Globo, as outras emissoras foram mais tímidas no assunto. Assim, os gays que marcaram pontos são poucos:
Dinorá em "Olho por Olho" (Manchete, 88, 21h) - Travesti interpretado por uma travesti verdadeira: Cláudia Celeste. Na mesma novela, Máximo (Mário Gomes) era um michê que saía com homens e mulheres.
"Mãe de Santo" (Manchete, 90, 22h) - Nesta obscura série, Raí Alves e Daniel Barcellos deram o que pode ser considerado o primeiro beijo gay da teledramaturgia nacional. A cena está no YouTube.
"Guerra Sem Fim" (Manchete, 93, 21h) - Ao final, Viúva Negra (Paulão Barbosa) se uniu ao traficante Monarca (Hélcio Magalhães).
Zé Maria (Guilherme Piva) era uma tresloucada bicha imperial em "Xica da Silva" (Manchete, 96, 21h)
Danilo (Cláudio Heinrich), de "Os Mutantes / Caminhos do Coração" (Record, 2007-2009, 21h), era um gay herdeiro de família rica.
Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Gisele Tigre) em "Amor & Revolução" (SBT, 2011, 22h): as pioneiras, que deram o tal "primeiro beijo lésbico"; na mesma novela, o casal Chico (Carlos Thiré) e Jeová (Lui Mendes) foi proibido de trocar beijos.

*Matéria originalmente publicada na edição nº48 da revista A Capa - Agosto de 2011

Na Moral aborda união gay e teve beijo

Finalmente a Rede Globo não vetou um beijo Lésbico em um dos seus programas!


Foi oficializada nesta quinta feira  no palco do Na Moral, o casamento do casal Aline e Simone, juntas há 17 anos,. Quem celebrou a união foi a desembargadora aposentada Maria Berenice Dias, advogada e uma das autoras do Estatuto da Diversidade, escrito pela Comissão da Diversidade da OAB. O programa foi gravado no sábado passado e irá ao ar nesta quinta-feira.
 
O programa  debateu as relações homoafetivas, o que mudou com a decisão do Supremo em maio do ano passado, reconhecendo as uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo, e como é a realidade dos casais gays brasileiros hoje. As duas convidadas afirmaram ainda que só foi possível promover o casamento graças a ajuda da produção do programa.
 
O programa ainda falou do Estatuto da Diversidade, um conjunto de propostas que quer alterar uma série de leis para promover a igualdade jurídica dos casais gays no Brasil e ainda combater e criminalizar a homofobia.

Atrizes viverão Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares em longa-metragem


Miranda Otto, de 44 anos, vai interpretar a poeta americana Elizabeth Bishop no filme "Flores Raras", de Bruno Barreto, e formará par romântico com a atriz Glória Pires , que viverá a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, no longa. As informações são do site da "Folha de S. Paulo". 

A atriz australiana é mais conhecida pelo papel de Éowyn de Rohan, que disputa o coração de Aragorn (Viggo Mortensen) com a elfa Arwen (Liv Tyler) na saga "O Senhor dos Anéis".
O longa, de Bruno Barreto, está em fase de filmagens e é baseado no livro "Flores Raras e Banalíssimas", de Carmen Lucia de Oliveira

Lota de Macedo Soares

Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, paisagista e urbanista brasileira foi umas das responsáveis pela construção do Parque do Flamengo, localizado na cidade do Rio de Janeiro é o maior aterro urbano do mundo.

Maria Carlota, chamada por todos de Lota, foi convidada por Carlos Lacerda, que acabara de ganhar o governo da cidade da Guanabara - como era conhecido o Rio de Janeiro. Morou em Nova Iorque no princípio da década de 1940 onde fez cursos no Museu de Arte Contemporânea. Quando nas eleições seguinte, Carlos Lacerda perdera o governo, por acharem que Lota era muito amiga dele, teve que se retirar da construção do aterro do Flamengo. Todas essas questões políticas em que estava envolvida, incluindo o afastamento de sua companheira Elizabeth Bishop que a esta altura já estava em Nova Iorque levaram-na a sofrer de depressão.
Elizabeth Bishop era uma das poetisas mais famosas naquela época. Lota e Elisabeth viveram juntas de 1951 a 1965. Em 1967, quando já separadas, Lota resolveu viajar para Nova Iorque para encontrar Bishop. No mesmo dia que que chegou, abalada no seu relacionamento com Bishop, sua companheira encontrou-a caída na cozinha com um vidro de antidepressivo nas mãos. Lota suicidara-se.

domingo, 15 de julho de 2012

Alanis Morissette confessa ter se relacionado com mulheres

Cantora fala sobre casos lésbicos em entrevista
 Em entrevista ao apresentador Howard Stern na última sexta-feira (27), a cantora Alanis Morissette confessou ter tido experiências lésbicas no passado.


Ao ser questionada sobre sua vida particular, Alanis admitiu ter se relacionado com outras mulheres, mas disse que é “bastante heterossexual”, apesar de ter frisado que não acredita em “fases”.

Na entrevista, a cantora falou também sobre seu ex-namorado Ryan Reynolds.


Alanis já interpretou uma lésbica na TV: foi na quarta temporada da série “Tip/Tuck”, onde viveu a namorada da Dra. Liz Cruz (Roma Maffia).

sábado, 14 de julho de 2012

Fergie: "Sou bissexual" Cantora do Black Eyed Peas diz que também gosta de mulheres

A cantora Fergie, da banda Black Eyed Peas, resolveu se juntar ao time das celebridades que se assumiram bissexuais e admitiu que também gosta de homens e mulheres.


“Escreva assim: eu já experimentei, mas eu nunca teria uma namorada fixa”, contou Fergie ao jornal The Sun. “Você vai gostar do nosso próximo clipe, ‘I Got a Feeling’, porque eu me envolvo com outra garota em determinado momento”, acrescentou.


 A cantora do Black Eyed Peas, que é casada com o ator Josh Duhamel, aproveitou a conversa para comentar sobre as cenas polêmicas de seu novo clipe, "I Got A Feeling". "Vocês vão gostar do nosso próximo clipe, porque em uma das cenas eu apareço com algumas meninas. Conheci as garotas minutos antes das gravações. Elas são lindas, quentes. Uma delas é namorada do diretor, então ele ficou muito feliz".

Megan Fox assume ser bissexual e diz que "homens são sujos"

"Não tenho dúvidas na minha cabeça de que sou bissexual", disse Fox em uma reportagem que será publicada na edição de junho da revista.




A atriz confirmou, assim, que gosta de pessoas dos dois sexos, algo que já tinha sido revelado por causa de uma relação que manteve com uma menina quando era adolescente.


Fox, de 22 anos, que sempre negou ser lésbica e que atualmente namora Brian Austin Green (o David de "Barrados no Baile"), disse que nunca se relacionaria com uma menina bissexual "porque isso significaria que dormiu com homens, e os homens são sujos".


A estrela afirmou ter muita certeza de sua sexualidade e não se mostrou irritada com o fato de ser vista como um objeto sexual, mas disse não saber como lidar com isso.




"Não quero ser uma Scarlett Johansson, contra quem não tenho nada, mas não quero ter de ir a programas e usar todas as palavras cultas que aprendo para que me levem a sério: 'Sou inteligente, sei falar'. Não quero fazer isso", afirmou.


Além disso, a atriz afirmou à revista "Elle" que não se interessava pelos jovens de sua idade, como Robert Pattinson e Zac Efron, os quais disse ser "uma perda de tempo" pois "não têm nada a acrescentar em uma conversa, são imaturos", e deixou claro sua predileção pelos homens na casa dos 30.

Polícia força casal de lésbicas a se separar na Indonésia

A polícia islâmica da província de Aceh, na Indonésia, obrigou um casal de lésbicas a anular seu casamento e assinar um acordo de separação.
As mulheres estavam casadas legalmente havia vários meses, porque uma delas fingiu ser homem no dia do casamento, ludibriando o clérigo islâmico que celebrou a cerimônia.
O casal foi denunciado por vizinhos que questionaram a legitimidade da união e contataram a polícia.

Depois de ser forçadas a se divorciar, as mulheres voltaram para suas famílias e permanecem sob a vigilância das autoridades encarregadas de fazer valer a lei da sharia, ou lei islâmica, no país.
Punição
O chefe da polícia religiosa local defendeu que, como punição, as duas mulheres sejam decapitadas e tenham seus corpos queimados, de acordo - segundo ele - com os princípios do islamismo.
Entretanto, a província de Aceh, a única no país que acata os preceitos da lei da sharia, não tem legislação definindo como tratar o tema do homossexualismo.
Em 2009, o Legislativo provincial aprovou a aplicação de chibatadas para homossexuais e a pena de morte por apedrejamento para adúlteros, mas o Executivo se recusou a assinar a lei.
Embora não seja visto com bons olhos, o homossexualismo é legalmente permitido na Indonésia.
Ativistas de direitos humanos dizem que as leis de Aceh violam a Constituição indonésia e incentivam o patrulhamento social e a intolerância. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

China autoriza doação de sangue de lésbicas

Governo chinês passa a permitir doação de sangue feita por lésbicas
O Ministério da Saúde  da China colocou fim a proibição de 14 anos que não permitia as mulheres lésbicas doarem sangue. A liberação começou a valer desde o início de julho, no entanto a restrição permanece para os homens gays, com exceção aos que não são sexualmente ativos.


A proibição original, promulgada em 1998, impedia que LGBT pudessem doar sangue, por medo de transmissão do vírus do HIV. Xu Bin, uma proeminente ativista dos direitos das lésbicas na China, disse ao site de notícias chinês “Global Times” que a mudança foi aplaudida pelas lésbicas da China.

Em junho, a UNAIDS, programa da ONU de combate ao HIV/AIDS, reconheceu os esforços do governo chinês no tratamento dos portadores da doença.


Jennifer Lopez vai produzir série sobre lésbicas




Jennifer vai estar atrás das câmaras nesta série sobre uma agente policial e uma professora, mães de quatro filhos. J.Lo deverá fazer, ainda, uma participação especial.
Numa altura em que vai lançar um disco de êxitos, Jennifer Lopez está a preparar uma série dramática sobre um casal de lésbicas, para ser exibido ainda este ano no canal ABC, nos EUA.
Ainda sem título atribuído ou nomes das atrizes que a vão protagonizar, a nova série de televisão centra-se no dia-a-dia de um casal que se prepara para receber mais um filho, desta vez uma menina, a juntar-se aos gémeos e a um filho mais velho.
Segundo revelaram fontes próximas da atriz e cantora ao 'site' Deadline, uma das mães será uma agente policial e a outra uma professora num colégio privado. A própria Jennifer Lopez também deverá participar num episódio da série.

sábado, 31 de março de 2012

Pub de Teresina é condenado a pagar indenização a casal de lésbicas

O bar Planeta Diário foi condenado, nesta quinta-feira (29), a pagar R$ 4 mil de indenização por danos morais ao casal de lésbicas E.A.S e V.A.A, discriminado quando participava de uma festa alusiva ao dia dos namorados, no ano passado. O casal alegou que estava dançando quando foi abordado por um segurança do estabelecimento, dizendo para se retirassem do lugar, porque o dono não aceitava “aquele tipo de comportamento”.

A ação foi impetrada pela advogada Audrey Magalhães e acompanhada pelo Grupo Matizes, através do projeto Nas Trilhas do Direito para a Conquista da Cidadania. Segundo a coordenadora da instituição, Maria José Ventura, no Piauí, esse é o primeiro caso de condenação de um estabelecimento comercial por prática homofôbica.

“Para nós, o mais importante de uma decisão como essa é o efeito pedagógico que ela gera. Isso faz com que a sociedade reflita sobre o preconceito contra a classe LGBT, além de inibir a discriminação em outras empresas”, pondera a coordenadora.

Ao comentar a decisão do Juiz, uma das autoras da ação, a servidora pública E.A.S, disse que, quando procurou a justiça, não fez isso por dinheiro, mas com o intuito de que não ocorresse a mesma situação com outras pessoas.

“Eu considero essa decisão muito positiva e espero que sirva para que outras pessoas discriminadas busquem seus direitos. A justiça do Piauí mostrou mais uma vez que está avançada nessas questões de direitos da população LGBT”, frisou E.A.S.

Fonte: Ascom

sexta-feira, 9 de março de 2012

Jenny Shimizu

A top model Jenny Shimizu, que namorou Angelina Jolie durante dez anos, contou em entrevista ao tablóide britânico The Sun que o romance delas nunca teve um fim. Jenny vai além e afirma que talvez "nunca haverá" um fim para o relacionamento das duas: "Acredito que vamos continuar tendo uma relação profunda. É mais que sexo", disse ela. "Ela é linda, sua boca é incrível. Nunca beijei alguém com uma boca tão grande quanto a dela. Parecem colchões d'água", acrescentou.

Esta é a primeira vez que a modelo comenta publicamente seu namoro com a atriz de Hollywood, bissexual assumida. Jenny polemiza dizendo que o namoro entre Angelina e Brad Pitt "tem vida curta". "Talvez ela fique com uma pessoa só, mas acho que ela não consegue ficar sem aventuras durante tanto tempo”. "Angelina é apaixonada por pessoas e é muito duro pra ela ficar apenas com um amante quando se tem o mundo todo à sua disposição. Não estou dizendo que ela dorme com um monte de gente, mas não consigo imaginá-la casada e feliz".

"O que temos é definitivamente mais que amizade. Ela é uma pessoa para quem sempre estarei disponível, com quem sempre irei me preocupar e sempre estarei lá para o que der e vier", assinala a modelo.

A top model, que "casou" no ano passado com Rebecca Loos durante um programa de TV, voltou a falar com Angelina atualmente. A modelo Jenny Shimizu, 40, não gostou nada de ouvir da boca de Angelina Jolie, 32, que ela abandonou a bissexualidade por Brad Pitt, 43. Com a declaração da atriz à revista francesa “ Public ” na última semana, a modelo que teve um romance com Jolie por dez anos resolveu quebrar o silêncio em uma entrevista reveladora.

O LADO NEGRO DE JOLIEPara Jenny, Angelina Jolie ama relações perigosas e tem um lado negro muito forte. “Jolie é uma lésbica inacreditável”.
A modelo descreveu Angelina como uma “mulher de corpo de fazer babar, seios perfeitos e uma pele muito macia. Mas é sua boca que me faz pedir por mais. Ela já beijou meu corpo inteiro com aqueles lábios carnudos. Brad é um garoto sortudo”, debochou Jenny.

COMO TUDO COMEÇOU

Angelina Jolie e Jenny Shimizu se conheceram em 1996 durante as filmagens de “Foxfire” e começaram uma relação. Na tela, elas interpretaram uma dupla de adolescentes rebeldes que dividiam suas fantasias – à época, Angelina tinha 19 anos e era casada com o ator inglês Jonny Lee Miller. “Eu fiquei surpresa em sentir aquilo por uma mulher porque antes só havia sentido algo assim por homens”, disse Jolie na época em que o romance foi descoberto. Jenny, então com 29 anos, se entregou à paixão e começou a namorar a colega de trabalho assim que terminaram as filmagens. “Estávamos sentadas na cama do hotel de Angelina quando fechamos nossos olhos e nos beijamos. Foi mágico”.

A modelo – assumidamente gay - contou ao “News of the World” que no dia seguinte ao primeiro beijo as duas resolveram seguir adiante com o romance. “Nesse dia, voltei ao quarto dela, nos abraçamos e devagar fomos tirando nossas roupas”.
Angelina Jolie teria ficado tímida no início, mas logo se entregou à brincadeira e soltou suas fantasias sexuais. “Eu ensinei Jolie a fazer amor com uma mulher”

A mulher de Brad Pitt então começou um jogo de sedução com sua amante e não escondeu de ninguém que estava apaixonada. “Eu inclusive levei Angelina para sessões de dominares e ela amou. Quanto mais malvada, melhor”, disse Jenny Shimizu, que classificou as noites com Jolie como “maravilhosas”.

O DESGASTEO caso entre as duas começou a seguir rumos perigosos. Jenny conta que certo dia ela e Jolie chegaram a fazer sexo na casa de um amigo onde Jonny Lee Miller (então marido da atriz) e a parceira da modelo estavam.

“Estávamos todos ali, mas naquela noite Angelina e eu só queríamos ficar sozinhas”, contou Jenny.O fogo que uniu Jenny Shimizu e Angelina Jolie foi se apagando depois de dez anos de relação. No entanto, segundo a modelo, a última noite de amor das duas foi como a primeira vez que ela e Angelina se tocaram. “Passamos quatro horas nos divertindo muito”.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

“Após 'Dia do Orgulho Hétero', vereador de SP quer banheiro gay

No ano passado, o vereador Carlos Apolinário (DEM) quase conseguiu que virasse lei o seu projeto de criar em São Paulo o Dia do Orgulho Heterossexual. Agora, ele teve outra ideia: criar um banheiro ‘unissex’ em locais públicos para gays, lésbicas, travestis e quem mais quiser.O terceiro banheiro passaria a ser uma exigência da prefeitura para autorizar a construção ou reforma de shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e casas noturnas em geral.A ideia, diz o vereador, surgiu ao saber da polêmica na qual o cartunista Laerte Coutinho, 60, que é bissexual e se veste de mulher há três anos, envolveu-se ao tentar usar o banheiro feminino de uma pizzaria e lanchonete.”

Uma das razões pelas quais é fácil termos um banheiro para homens e outro para mulheres é que conseguimos identificar o sexo do usuário. Seja visualmente, seja pela carteira de identidade. E já vimos aqui como isso não faz muito sentido e que, por isso mesmo, o Estado deixa para cada estabelecimento organizar o uso de seus banheiros.

Hoje vamos falar desse assunto sobre um outro ângulo: o do controle das diferenças.

Uma das razões pela qual a escravidão deu certo por tanto tempo é porque era possível identificar negros e brancos visualmente (ou por documentos). Na África do Sul era fácil saber quem poderia usar esse ou aquele ônibus: bastava olhar a cor da pele. Em ambos os casos, o processo de identificação é fácil e o custo é baixo.

Mas e quando a diferença não é tão clara? Quando não está 'na cara'? Como saber se Fulano é palestino ou israelense, se Cicrano é judeu ou alemão, ou se Beltrano é gay ou hetero?

Há apenas duas formas: ou fazemos com que essa diferença venha se torne clara para que o controle se torne fácil e barato, ou deixamos a critério da própria pessoa se definir.

Vamos começar por quando deixamos a critério da pessoa se definir. É, por exemplo, o que o IBGE faz durante o censo, e o que os institutos de pesquisa fazem quando perguntam em quem você irá votar. Você diz qual é sua raça ou seu candidato. A opinião do pesquisador a seu respeito não importa.

E é aí que está o problema desse método: como é que você quem se define, você pode mentir. Você pode estar usando uma camisa do PT e sua casa estar cheia de material de campanha do partido, mas se você disser ao pesquisador que você votará no PSDB, é isso que ele colocará no questionário.

Imagine um banco no qual o vigilante responsável por organizar as filas seja cego. Há duas filas: uma para idosos, que anda rápido e tem preferência, e outra para as outras pessoas, que é longa e demorada. O vigilante cego te pergunta: ‘você é velho ou novo?’ Você, tem 18 anos mas se declara idoso para usar a fila rápida. Ou você tem 90 anos mas declara ter 18 para ficar na fila jovem xavecando a menina de minissaia.

Pior: O idoso poderia e queria usar a fila mais rápida, mas sabe que todo mundo da fila mais lenta o irá olhar de forma odiosa. Alguns ocupantes da fila mais lenta são até conhecidos por baterem nos idosos depois de saírem do banco. Ninguém quer sofrer preconceito. Como o sistema (o vigilante cego) não funciona, nosso idoso prefere se tornar um ‘idoso enrustido’ e ficar na fila mais longa.

O problema não é a fila (ou o número de banheiros): sem um sistema de vigilância que funcione, a divisão por ‘autodeclaração’ só funciona se as pessoas não têm incentivos positivos ou negativos para trapacearem. Se tiverem, os não-heteros usarão os banheiros heteros (por exemplo, porque haverá fila menor), ou os heteros usarão o banheiro-limbo (por exemplo, porque, como ninguém o usa por medo de ser discriminado, é o único vazio. Ou somente o machão terá ‘coragem’ de usa-lo, criando um efeito inverso ao desejado).

Pior: e se meu problema com banheiro não é sobre a opção/orientação sexual do usuário, mas sobre a religião do usuário. Teríamos que construir mais banheiros: para heteros evangélicos, homossexuais evangélicos, heteros católicos etc.E voltamos ao problema que já vimos semana passada.

A outra forma seria usar um sistema em que o Estado ou seu agente diz quem é hetero e quem não é e, por consequência, quem pode usar qual banheiro. Os nazistas, por exemplo, obrigavam os judeus a usarem uma tarja com a estrela de Davi em seus braços. Isso trazia a diferença para a superfície, facilitando e barateando o controle. E quem tem problema de visão tem esse problema escancarado em sua carteira de motorista: não pode dirigir sem óculos ou lente corretiva.

Mas aí a discussão fica muito mais complicada. Começar a obrigar todos os não-heteros a andarem com uma faixa arco-íris no braço não parece muito justo e os submete a uma avalanche de potenciais preconceitos. O mesmo ocorreria se obrigássemos todos os evangélicos a usarem adesivos em seus carros ou resolvêssemos raspar a cabeça de todas as pessoas que não gostam de matemática.

Religião e sexualidade, assim como gosto por matemática, são questões de foro íntimo. Algumas poucas pessoas vão declarar abertamente que não gostam de matemática ou de homossexuais. Para a maior parte das pessoas, isso não importa! Impor um sistema que gera preconceito apenas para satisfazer uma minoria é arriscado, além de ser jogar dinheiro fora.

Pior: a partir do momento em que o Estado passa a fiscalizar diferenças (sejam de foro íntimo, sejam explícitas), todos sabemos onde isso começa, mas nunca sabemos onde termina. Na Alemanha, terminou em Auschwitz. Na África do Sul, em apartheid.

Além disso, em termos de sexualidade, a questão não é tão objetiva. Algumas pessoas são bisexuais, outras são abertamente homossexuais, outras são menos abertas, outras são heteros mas parecem que não são, e algumas se dizem heteros e não são. Teríamos um enorme potencial de injustiças. Tente imaginar o fiscal do banheiro (porque teria que haver um em cada bar) decidindo se você pode ou não usar o banheiro hetero ou o banheiro-limbo.

Um princípio básico de direito é que o Estado só deve intervir quando sua intervenção resolver o problema, o problema precisa de ser resolvido, e não há uma outra solução mais simples que não demanda a intervenção estatal. É por isso que não temos leis dizendo se seu filho pode ou não comer doces: a intervenção do Estado não é a melhor maneira de resolver o problema.

Acima vimos que em alguns casos – como o dos óculos na carteira de motorista – a discriminação funciona. Ela funciona quando o seu custo é menor que seu benefício não só para a pessoa, mas para a sociedade. Obrigar alguém com problema de vista a usar óculos e dizer isso em sua carteira não só serve para proteger a vida daquele motorista, mas a vida de todo mundo. A análise de custo (discriminação) e benefício (proteger a vida do discriminado e do resto da sociedade) sugere que tal política pública faz sentido.

A construção de um terceiro banheiro em cada ambiente público custa caro e só se justifica se gerar os benefícios desejados e esses benefícios forem maiores que os custos. E nessa análise de custo devemos levar em conta o custo de fiscalização e controle. Se houver uma lei que proíba o homossexual de usar o banheiro hetero, ainda que não haja um fiscal do banheiro, haverá processos a respeito do assunto. E esses processos geram um enorme custo financeiro para a sociedade.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nicole Pacent

Em uma entrevista ao site She Wired, a atriz Nicole Pacent, que nós aqui conhecemos como estrela da web-series Anyone But Me, revelou tudo e muito mais sobre a série e sobre ela mesma, suas “preferências” digamos assim.
Com quantos anos você saiu do armário?
Nicole: Quando estava no colegial, provavelmente com uns 15 anos. Foi um processo lento, claro. A semente foi plantada, digamos, no verão em que eu estava indo pro meu segundo ano no colegial. Eu meio que fiquei pensando nisso por alguns meses e comecei a contar as pessoas que estava pensando demais sobre isso. E quando eu saí do armário, foi como bissexual. E tecnicamente, ainda é como eu me identifico, mas depois desse relacionamento recente, me dei conta que na minha vida adulta, é isso o que eu quero.
Pergunta: Quer estar com uma mulher, você diz?
Nicole: Yeah. Sou mais puxada para esse lado. Não tenho muita certeza o que isso quer dizer pra mim, acho que apenas não quero mais jogar o jogquinho dos rótulos. Pergunta: Se a série continuar a crescer e eles possam trazer alguns atores de fora, com quem você gostaria de trabalhar?
Nicole: Hummm, isso depende se eu estaria agarrando alguém ou não…
Pergunta: Você estaria…
Nicole: (gargalhadas). Ok, adoraria que a série fosse a um show de Pink. Isso me faria tão feliz. Eu totalmente tenho uma coisa por ela.
Pergunta: Mas colocando cenas quentes de lado, com quem você gostaria de trabalhar?
Nicole: Por mais cliché que isso possa parecer, eu admiro muito Kate Moennig (Shane). Acho que ela é uma atriz fantástica e há algo realmente intrigante nela. Gosto muito dela. Amo Rachel McAdams também. Acho ela tão fofinha. Adoro assistir a ela e ver os papéis que ela escolhe. Ela nunca interpreta o mesmo tipo, é muito versátil.
Pergunta: Pra onde sua carreira caminha agora?
Nicole: Eu definitivamente quero atuar, mas eu totalmente tenho necessidade de ter controle sobre algo, criativamente falando. Então, mais tarde, talvez eu queira produzir ou dirigir algo. Sempre fiz mais isso no teatro, mas desde que estou nessa série, me tornei mais familiar aos diferentes tipos de trabalho em um set de filmagem. Então, sim, posso definitivamente me vejo fazendo mais do interpretação.