sexta-feira, 6 de maio de 2011

Casamento Gay no Brasil

O julgamento do Superior Tribunal Federal decidiu hoje que o casamento gay está legalizado no Brasil. Com expressiva maioria de votos os ministros do STF tornaram a união estável homoafetiva legalizada, incluindo o Brasil entre os países que reconhecem o casamento homossexual como comum para a sociedade.

A decisão cria um precedente nacional onde juridicamente gays podem se casar no Brasil, tendo sua união estável reconhecida pela justiça, garantindo direitos comuns a casais heterossexuais como pensão, herança, comunhão de bens e previdência. A decisão também deve facilitar a adoção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo, reconhecendo então como família gays que possuem filhos adotivos.

A partir da decisão o casal homossexual pode pedir o reconhecimento da união civil em cartório, ou juridicamente comprovar a união estável afim de usufruir dos direitos comuns a casais heterossexuais. A decisão também deve facilitar a aprovação da PLC 122, criada para ser uma lei anti-homofobia. A causa foi várias vezes citada nos discursos dos votos.

Protestos

Apesar de não haver passeatas ou protestos mais incisos, a decisão aconteceu sob forte crítica da CNBB (Convenção Nacional dos Bispos do Brasil, entidade Católia) que apresentou defesa no julgamento. O Pastor Silas Malafaia também fez campanha para que fiéis enviassem emails para os ministros pedindo que eles recusassem o pedido de legalização do casamento gay.

domingo, 24 de abril de 2011

Alice Toklas

Alice Toklas e Gertrude Stein, 1944. Foto: Carl Mydans©Time  Life Pictures

Alice Toklas e Gertrude Stein, 1944. Foto: Carl Mydans©Time Life Pictures

Gertrude Stein escreve um romance na primeira pessoa de Alice Toklas, sua companheira por 25 anos, para falar de Gertrude Stein e os anos de convivência no salão da Rue de Fleurus, em Paris, no início do século xx. Pelo que se lê em A autobiografia de Alice B. Toklas (1933), enquanto a autora dedicava-se a questões literárias e às tertúlias que reuniam Picasso, Matisse e Hemingway, Alice cozinhava, bordava, cuidava das plantas, datilografava seus manuscritos e ajudava a entreter os convidados.

O poeta Cesare Pavese (1908-1950), que traduziu a obra para o italiano, comentou este jogo literário no prefácio que se encontra apenas na edição da Einaudi, de 1938. Maurício Santana Dias gentilmente trouxe a pequena pérola para o português:

“Gertrude Stein [me] disse… [Essa autobiografia] vou escrever para você.” O pior julgamento que se poderia fazer desta obra seria afirmar que seu desfecho parece inesperado. Para nós, ao contrário, seria apenas a alegre assinatura do quadro, tanto o sorriso mistificador vai sutilmente iluminando o texto de cima a baixo. E nem se pode considerar monótona essa posição da autora. Veja-se quanto o sorriso resulta malicioso quando “Alice Toklas” julga severamente a si, e quanto, ao contrário, se torna preocupante quando se faz Gertrude Stein emitir as mais lucíferas opiniões sobre a obra de Gertrude Stein. É precisamente neste jogo de espelhos – Gertrude Stein que fala de Gertrude Stein por boca da gárrula Alice Toklas – que consiste o rico segredo desta prosa. Sobretudo o que diz e faz Gertrude Stein desce uma adorável ambiguidade, que distancia, alivia e ironiza suas palavras e seus gestos, do mesmo modo como, olhando-nos dentro de um espelho, todos nós nos sentimos diversos e irresponsáveis.

Gertrude Stein

  • Gertrude Stein
Nascida em 1874, no estado da Pensilvânia (Estados Unidos), no seio de uma rica família judaico-alemã, Gertrude Stein cresceu entre a Áustria e a França, para depois retornar aos Estados Unidos, residindo em Oaklan (Califórnia) e Baltimore (Maryland). Em 1897, ingressou no curso de medicina da Universidade Johns Hopkins, que abandonou em 1901. Dedicou-se, então, à psicologia e após concluir os estudos com William James e Henri Bergson, estabeleceu-se definitivamente em Paris. No salão de sua casa parisiense, concorridas reuniões semanais atraiam escritores e artistas de vanguarda, como Pablo Picasso (por quem foi retratada), Guillaume Apollinaire, Georges Braque, Henri Matisse e Jean Cocteau, além dos norte-americanos autoexilados Ernest Hemingway, Scott e Zelda Fitzgerald e Paul Bowles. Tornou-se, nessa época, a principal referência para o jovem Hemingway, influenciando-o em seus primeiros escritos. Ao lado da companheira de toda a vida, Alice Babette Toklas, com que manteve uma relação estável e duradoura, Stein pode dedicar-se integralmente à literatura, já que a fortuna da família lhe garantia uma vida confortável. Em 1909, publica Três vidas, obra em que já se nota o experimentalismo de sua escrita, com parágrafos quase ininterruptos e uma série de reiterações. Gertrude Stein ficou particularmente conhecida por suas “autobiografias”: Autobiografia de Alice B. Toklas (1933) ? que retrata a efervescência cultural do começo do século XX na capital francesa ? e a Autobiografia de todo mundo (1936). Faleceu em julho de 1946, em Paris.

Sugestão de filme:

If The Walls Could Talk (ou Desejo proibido)

Hoje o Homomento traz uma indicação: If The Walls Could Talk 2 (2000), título tragicamente adaptado para “Desejo Proibido” no Brasil. Essa péssima adequação no nome já pode afastar alguns leitores, por isso peço que desconsiderem esse ponto falho. Para quem já assistiu vale a reflexão.

Eu poderia dizer que em ITWCT 2 o assunto principal são lésbicas, mas estaria sendo simplista (para não dizer ignorante). Para mim a temática é baseada na construção da família homossexual, com foco em relações entre mulheres. A história é uma semi-continuação do If The Walls Could Talk (1996), que explorou a compreensão do aborto em diferentes períodos. Já o If The Walls Could Talk 2 opta por uma narrativa segmentada em épocas, totalizando três histórias curtas, focadas em sentimentos e relacionamentos completamente diferentes uns dos outros. O resgate de emoções inaceitáveis (ou mascaradas na contemporaneidade) sustenta a capacidade reflexiva do filme, e essa é, para mim, a principal qualidade.

A primeira short history conta a história de duas lésbicas casadas por 50 anos em pleno 1961. As senhorinhas vivem em uma casa e levam um relacionamento duradouro e feliz, até que em um acidente domésticos uma delas morre.

A história de Abby (Marian Seldes) e Edith (Vanessa Redgrave) é a mais emocionante

A tragédia é ambientada na mesma casa que abrigou por anos aquela família pacificamente transgressora e que agora acolhe a solidão e o desespero da parte restante do casal. A concepção de família é completamente ignorada por todas as personagens que ficam à margem da trama, com exceção, é claro, da própria família: o casal de lésbicas. No mínimo emocionante.

A segundo história, de 1972, aborda o melhor tópico. Quando eu e minha namorada assistimos ficamos horas discutindo sobre o comportamento das personagens e a atualidade do tema. Bem resumidamente, Linda (Michelle Williams) conhece Amy (Chloë Sevigny) em um bar. Linda faz parte de um grupo feminista. As amigas de Linda recriminam o contato dela e de Amy por discordarem da forma como a nova namorada se veste. Amy usa roupas tipicamente masculinas e possui comportamentos e trejeitos que destoam dos princípios que, até então, regiam a vida de Linda. Mesmo se passando em 1972, o discurso verborrágico das lésbicas feministas é um retrato da ignorância e a discriminação do gay para com o próprio gay. A negação e a repreensão das lésbicas em relação a personagem de Chloë Sevigny mostram que, mesmo indivíduos que teoricamente estariam predispostos a aceitar níveis diferentes de expressão/comportamento, e entender as ramificações infinitas da sexualidade humana, continuam, invariavelmente, a limitar o pensamento. No mínimo questionador.

O casal divertido: Sharon Stone e Ellen degeneresA terceira e última short history se passa no ano 2000 e narra a luta de um casal de lésbicas que desejam ter um filho. Fran (Sharon Stone) e Kal (Ellen DeGeneres, sim, a própria!) são atrapalhadas e engraçadinhas, o que acaba maquiando a narrativa meio bobinha. No mínimo divertido.

Fica a minha dica para quem gosta de filmes LGBT/drama. Segue abaixo o download em RMVB com as legendas em português:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

REINO UNIDO: Força Aérea tentou "curar" mulheres lésbicas

A Força Aérea considerava as lésbicas doentes mentais e tentou "curá-las" com tratamento psicológico de acordo com documentos que deixaram de ser secretos recentemente. Na Women's Royal Air Force (WRAF), as chefias eram instruídas para terem cuidado com mulheres com "características masculinas" e em recrutas que tenham praticado desportos. Relatórios com este tipo de informação foram recolhidos até 1990, de acordo com o Daily Mail. A política foi instituída na década de 50, numa altura em que a homossexualidade era crime no Reino Unido. Os documentos referem a homossexualidade como algo de "perigoso" e aconselham um "tratamento" para essa "anomalia psicológica" que será apenas "útil" se o "paciente tiver discernimento suficiente para desejar ser curado." Já para os casos em que haja prática da "perversão" ou "tentativa de corrupção de outras mulheres" então as culpadas devem ser dispensadas do serviço. A proibição de homens e mulheres homossexuais no serviço militar foi terminada apenas em 2000, se bem que a homossexualidade tenha sido legalizado em Inglaterra e País de Gales em 1967. Os documentos revelam que 13 mulheres foram expulsas da WRAF por homossexualidade em 1955 e 60 foram demitidas em 1970.
REINO UNIDO: Força Aérea tentou

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sylvia Beach

Sylvia Beach (14 de março, 1887 - 05 de outubro de 1962), nascido em Nancy Woodbridge Beach, na casa paroquial de seu pai, em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, foi um dos principais expatriados figuras em Paris, entre a Primeira Guerra Mundial I e II.

Sylvia Beach nasceu em 14 de março de 1887, a segunda das três filhas de Sylvester Beach e Thomazine Eleanor Orbison. Embora chamada Nancy depois que sua avó Orbison, mais tarde ela decidiu mudar seu nome para Sylvia. Seus avós maternos eram missionários para a Índia, e seu pai, um pastor presbiteriano, era descendente de várias gerações de sacerdotes. Quando as meninas eram jovens, a família viveu em Baltimore e em Bridgeton, New Jersey. Então, em 1901, a família se mudou para a França após a nomeação Sylvester Beach como ministro adjunto da Igreja Americana de Paris e diretor do centro de estudante norte-americano

Como uma jovem mulher, Sylvia Beach passou mais de três anos em Paris (1902-1905), mas retornou a Nova Jersey, em 1906, quando seu pai se tornou pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Princeton. Depois que sua família retornou aos Estados Unidos, Sylvia fez várias viagens de regresso à Europa, viveu por dois anos na Espanha e trabalhava para a Comissão dos Balcãs da Cruz Vermelha. Durante os últimos anos da Grande Guerra, ela foi atraída de volta a Paris para estudar literatura francesa contemporânea. Enquanto conduzia uma pesquisa na Bibliothèque Nationale, Sylvia Beach encontrada no nome da livraria Adrienne Monnier em um blog literário francês e decidiu procurar a pequena loja na rue de l'Odéon. Lá, ela foi muito bem recebido pelo proprietário, que, para sua surpresa, era uma mulher de cabelos louros gordo jovens vestindo um vestido que parecia um cruzamento entre um vestido de camponês e hábito de freira ", com uma saia longa e cheia ... e uma espécie de colete de veludo apertadas sobre uma blusa de seda branca. Ela estava em cinza e branco como a sua livraria. " Embora Sylvia estava vestido com uma capa e um chapéu espanhol, Adrienne soube imediatamente que ela era americana. Nessa primeira reunião, Adrienne, declarou: "Eu gosto muito de americanos." Sylvia respondeu que ela gostou muito da França. Mais tarde, eles se tornaram amantes e vivem juntos há 36 anos, até o suicídio de Adrienne em 1955. Shakespeare and Company James Joyce com Sylvia Beach na Shakespeare & Co 1920..

Sylvia imediatamente se tornou um membro da biblioteca de Adrienne de empréstimos, e quando ela estava em Paris, frequentando regularmente as leituras de autores como André Gide, Paul Valéry e Jules Romains. Inspirado na vida literária da Margem Esquerda e pelos esforços para promover a Adrienne escrita inovadora, Sylvia sonhou iniciar um ramo de loja de Adrienne livro em New York que oferece obras contemporâneas de francês para leitores americanos. Desde a sua única capital foi de US $ 3.000 dólares, que sua mãe deu-lhe de suas economias, Sylvia descobriu que ela não poderia ter recursos para tal empreendimento em Nova York. No entanto, as rendas de Paris foram muito mais barato e taxas de câmbio favoráveis, por isso com a ajuda de Adrienne, Sylvia abriu uma livraria em idioma Inglês biblioteca e do empréstimo que deu o nome de Shakespeare and Company. Quatro anos antes, ela abriu sua loja, Adrienne tinha sido uma das primeiras mulheres na França e encontrou sua própria livraria. Praia livraria era localizada no 8, rue Dupuytren no 6 º arrondissement de Paris. Shakespeare and Company rapidamente atraiu leitores de ambos os franceses e americanos - incluindo um número de aspirantes a escritores a quem ofereceram hospitalidade Sylvia e incentivo, bem como livros. Como o franco caíram em valor e da taxa de câmbio favorável atraiu um grande fluxo de norte-americanos, loja Sylvia floresceu e logo precisava de mais espaço. Em maio de 1921, a Shakespeare and Company mudou-se para 12 rue de l'Odéon, do outro lado da rua da Maison de Adrienne des Amis des Livres. Shakespeare and Company ganhou fama considerável após a publicação de Ulisses de James Joyce, em 1922, como resultado da incapacidade de Joyce para obter uma edição fora de países de língua Inglês. Praia mais tarde seria financeiramente encalhado quando Joyce assinou contrato com outra editora, saindo da praia em dívida após financiando, e sofrendo graves prejuízos de, a publicação de Ulisses. Shakespeare and Company tiveram dificuldade em toda a Grande Depressão dos anos 1930, mas conseguiu manter à tona graças à generosidade do círculo Praia de amigos ricos, incluindo Bryher. Em 1936, quando Sylvia Beach pensei que ela seria forçada a fechar sua loja, André Gide organizou um grupo de escritores em um clube chamado Amigos da Shakespeare and Company. Os assinantes pagavam 200 francos por ano para atender as leituras na Shakespeare and Company. Apesar de inscrições foram limitadas a um seleto grupo de 200 pessoas (o número máximo que a loja poderia acomodar), a notoriedade dos autores franceses e americanos que participam nas leituras durante esses dois anos atraiu considerável atenção para a loja. Sylvia Beach lembrou que até então, "nós estávamos tão gloriosa com todos esses escritores famosos e toda a imprensa que nós recebemos que começamos a fazer muito bem nos negócios". 211 Shakespeare and Company permaneceu aberta após a queda de Paris, mas até o final de 1941, Sylvia Beach foi forçada a fechar.

Sylvia Beach foi internado por seis meses durante a Segunda Guerra Mundial, mas ela manteve seus livros escondidos em um apartamento vago no andar de cima aos 12 rue de l'Odeon. Simbolicamente, Ernest Hemingway "libertado" a loja pessoalmente, em 1944, mas nunca re-aberto para negócios.

Final da vida

Depois do suicídio de Monnier, em 1955, Beach teve um relacionamento com Camilla Steinbrugge. Em 1956, Praia escreveu Shakespeare and Company, um livro de memórias do período entre-guerras que os detalhes da vida cultural de Paris na época. O livro contém, em primeira mão as observações de James Joyce, DH Lawrence, Ernest Hemingway, Ezra Pound, TS Eliot, Valery Larbaud, Thornton Wilder, André Gide, Fargue Leon-Paul, George Antheil, Robert McAlmon, Gertrude Stein, Stephen Benet, Aleister Crowley, Harry Crosby, Caresse Crosby, John Quinn, Berenice Abbott, Man Ray, e muitos outros "Shakespeare and Company" da loja, Paris, 2004 Americano George Whitman abriu uma nova livraria em 1951 em um local diferente em Paris, originalmente chamado de O Mistral, rebatizada Shakespeare and Company, em 1964, em honra do falecido Sylvia Beach. Praia permaneceu em Paris até sua morte em 1962. Embora a sua renda era modesta durante os últimos anos de sua vida, ela foi amplamente homenageada por seu publicação de Ulisses e do seu apoio de escritores aspirantes durante a década de 1920. Sylvia Beach foi enterrado no Cemitério de Princeton. Seus trabalhos são arquivados na Universidade de Princeto

domingo, 10 de abril de 2011

Cassandra Rios

Foi uma escritora brasileira, autora de dezenas de livros que há quarenta anos escandalizaram o Brasil por seu estilo "pornográfico", dentre eles A Tara, Tessa, a Gata, Volúpia do pecado, A paranoica, Muros Altos, Uma Mulher Diferente, Cabelos de Metal e A Borboleta Branca, entre outras dezenas de títulos. O romance A Noite Tem Mais Luzes atingiu a marca de 700 mil exemplares vendidos.

Nascida em 1932 com o nome de Odete Rios, Cassandra foi uma das autoras mais vendidas dos anos 60 e 70 - e também das mais perseguidas pela censura, que não tolerava o forte conteúdo erótico de sua obra, considerada pornográfica pelos setores mais conservadores da cultura. Em seus livros, Rios falava com liberdade e muita sensualidade sobre assuntos mais que polêmicos para a época, como o homossexualidade feminina, as relações entre sexo, religião, política e cultos umbandistas, que "atentavam" contra a moral defendida pelos militares. Lésbica assumida, chegou a vender quase trezentos mil exemplares de seus livros por ano, um sucesso editorial que só seria igualado décadas mais tarde pelo escritor Paulo Coelho.

Estreou com "Volúpia do Pecado" (1948) e foi um sucesso popular com incontáveis livros, ao lado da também considerada pornógrafa Adelaide Carraro. Com a abertura, um de seus livros, A paranóica, foi adaptado para o cinema com o título de Ariella, interpretado por Nicole Puzzi. Ariella era uma menina rejeitada que vivia numa mansão e que descobre que seu tio fingia ser seu pai para ficar com sua fortuna. Para se vingar, passa a usar o próprio corpo, desintegrando a família.

Aos 33 anos, em meados dos anos 1960, Cassandra era uma mulher completamente diferente das da época. Porte alto, vestindo terninho e com certa altivez, destacava-se mesmo estando numa multidão. Além de escritora, nesta época foi dona de uma livraria na avenida São João, ao lado da Galeria do Rock, em São Paulo,onde podia ser encontrada diariamente.

Em 1976, a autora tinha 33 dos 36 livros que havia publicado apreendidos e proibidos em todo o país. Desde então, desapareceu completamente do noticiário. Abandonada, editando os últimos livros por conta própria, Cassandra queixava-se que sempre se sentiu incomodada pelo fato de sua vida pessoal ser confundida com as atmosferas que criava em suas obras. Numa entrevista recente à revista TPM, afirmou: "O que mais me incomodou foi me encararem como personagem de livro. Então, não tenho capacidade para ser escritora?!" Cassandra Rios faleceu em São Paulo, aos 69 anos de idade, em 8 de março de 2002.

Pioneira da literatura lésbica brasileira

Cassandra Rios, cujo nome real era Odete, nasceu em 1932 em São Paulo e faleceu no dia internacional da mulher, 8 de março de 2002. Foi uma escritora polêmica que ficou conhecida pela ousadia de suas obras, consideradas por alguns como pornográficas, por outros como irresistíveis. Nas décadas de 1960 e 1970, foi das autoras brasileiras que mais vendeu livros, chegando à marca surpreendente de 300 mil exemplares por ano, algo de que apenas Jorge Amado chegava perto na época. Foi também uma das mais perseguidas pela censura, tendo tido nada menos do que 34 de seus romances retirados de circulação pela ditadura militar. Suas obras misturavam lesbianismo, cultos umbandistas, negócios e política, mas ela marcou a imaginação de milhares de adolescentes e jovens com as descrições diretas, sem rodeios, de encontros sexuais os mais variados. Pode-se dizer que foi a primeira escritora brasileira a mostrar a mulher como um ser sexual, com desejos próprios muito além de ter filhos.

Foi também a pioneira em retratar as lésbicas nas letras brasileiras, ainda mais por apresentá-las como pessoas cuja natureza é homossexual, não resultado de doença ou passível de re-educação como se acreditava na época. Temos orgulho de colocar à disposição de nossas leitoras as obras atualmente em catálogo com temática lésbica desta escritora excepcional: Eu sou uma lésbica Relato de 1980, super direto, que conta a fascinação da menina Flávia pela linda vizinha, dona Kênia. Você não vai acreditar nesse final, é uma surpresa e tanto!As traças Andréa é uma adolescente que se apaixona loucamente pela professora de história, dona Berenice. Sem saber como lidar com seus sentimentos desvairados, ela vai experimentando o mundo de sua sexualidade proibida.

Adrienne Monnier

Quando a livraria francesa La Maison des Amis des Livres abriu as suas portas no dia 15 de novembro de 1915, no número 7 da rue de l'Odeon na margem esquerda do Sena, em Paris, a proprietária Adrienne Monnier, então com 23 anos, tinha o objetivo modesto de querer compartilhar seu amor pela literatura com o público.
Embora às vezes as mulheres atendessem em uma livraria da família, e as viúvas, ocasionalmente, assumissem os negócios editoriais da família, era raro que uma mulher francesa e independente se tornasse uma livreira. No entanto Adrienne, que havia trabalhado como professora e como secretária literária, adorava o mundo da literatura e estava determinada a fazer carreira vendendo livros. Com capital limitado, ela e sua amiga Suzanne Bonnierre abriram sua loja no momento em que havia necessidade real de uma loja de livros nova, já que muitos vendedores de livro tinham deixado seu trabalho para se juntarem as forças armadas.
La Maison foi a primeira biblioteca de empréstimo gratuito, na França, o que permitiu Monnier alcançar pessoas de todas as esferas e transformá-las em leitoras. A pequena livraria/biblioteca convidava os leitores a navegar pelos livros nas prateleiras encostadas nas paredes, sentar em uma das antigas cadeiras espalhadas ao redor de uma grande mesa de madeira, e estudar as muitas fotografias e desenhos que pendia de alto a baixo. Monnier tinha em mente uma loja que, como ela descreveu em seu livro de memórias:
"[Livrarias]que tendem a não atender a um público grande, mas sim um grupo que pode ser possível conhecer individualmente e servir perfeitamente."
Porque ela não tinha os meios financeiros para comprar uma grande quantidade de livros, Monnier decidiu especializar-se em obras modernas, que provou ser uma peça importante para seu sucesso. Ela compreendeu a necessidade de correr riscos por pegar um poema ou um romance contemporâneo, em vez de sucumbir ao conforto e segurança dos clássicos. Monnier tinha encontrado seu nicho e La Maison logo se tornou o centro da vanguarda da literatura francesa. Cada manhã, vestindo sua tradicional saia longa cinza que varria o chão com um colete sobre uma blusa branca engomada, Monnier encheria um estande de exposição ao ar livre com os livros de segunda mão.
Um escritor que frequentemente visitava La Maison, era Jules Romains, mais lembrado hoje por seus Hommes de Bonne Volonté (Homens de Boa Vontade), uma compilação de vinte e sete romances que exploram a civilização francesa no primeiro terço do século 20. Monnier o admirava muito, depois de ler tudo o que tinha escrito e ao longo de dois anos desenvolveram uma estreita amizade. Foi Romains, que inaugurou uma longa tradição no La Maison, as sessões de palestras ou leituras, mediante a apresentação de seu poema Europa em 1917.
Naquele mesmo ano, uma jovem americana chamada Sylvia Beach, que estava em Paris, prosseguindo seus estudos na literatura francesa contemporânea, depara com um anúncio da La Maison, que a atrai a Adrienne Monnier e a rue de l'Odeon. A rua de paralelepípedos provincial subia para o Théâtre de l'Odéon, com sua arquitetura neoclássica do século 18, lembrava Beach de casas coloniais de Princeton. Beach passou grande parte da sua juventude, em Princeton, Nova Jersey, onde seu pai, o reverendo Sylvester Woodbridge Beach levou a Primeira Igreja Presbiteriana. Durante os anos em Princeton, a família Beach visitou Paris, muitas vezes, chegando a se estabelecem por meses. Sylvia escreveu mais tarde em sua autobiografia: "Nós tínhamos uma verdadeira paixão pela França”.
Monnier cumprimentou sua nova visitante e as duas mulheres se viram envolvidas rapidamente em uma conversa apaixonada sobre o amor que nutriam cada uma pela literatura do país da outra. A idéia de estar cercada por livros e escritores todo o dia deve ter encantado Beach, quando ela olhou ao redor da livraria cinza e branco. Beach descreveu Monnier como:
"... uma escandinava, com seus cabelos lisos e penteados para trás O mais impressionante eram os olhos dela. Eles eram cinza-azulados e ligeiramente abaulados, e me lembravam os de William Blake."
Beach, pelo contrário, usava corte de cabelo ondulado abaixo das orelhas. Em Paris é uma Festa seu amigo Ernest Hemingway escreveu: "Seus olhos castanhos eram tão vivos como pequenos animais e tão alegres como meninas."
Com total apoio de Monnier e seu senso de negócios, Beach criou coragem de abrir sua própria livraria de literatura inglesa e americana em Paris. Sua primeira aventura começou no dia 19 de novembro de 1919, no número 8 da rue Dupuytren, perto de l'Ecole de Medecine, até que, dois anos depois, surgiu uma loja para alugar no número 12 da rue de l'Odeon, do outro lado da rua de La Maison. Em seguida, entre Beach e Monnier se desenvolveu uma estreita amizade, tinham se tornado amantes e passaram a viver juntas no número 18 da rue de l'Odeon, durante 15 anos.
Adrienne Monnier lançou também uma revista de língua francesa Le Navire d'Argent, em junho de 1925. Junto com as obras de escritores franceses que frequentavam sua livraria, Adrienne publicou uma tradução que ela e Sylvia tinham feito de The Love Song of J. Alfred Prufrock de T. S. Eliot, foi o primeiro poema importante escolhido para aparecer em francês. A Revista de Adrienne era de alcance internacional e publicava as listas de obras americanas em tradução, assim como consagrava os escritores americanos, incluindo Walt Whitman, William Carlos Williams, Ernest Hemingway e e. e. cummings. Após doze edições Adrienne teve de abandonar o Navire d'Argent, pois o esforço e o custo era mais do que ela poderia controlar. Através das duas livrarias e de suas publicações, Adrienne e Sylvia, fizeram muito para tornar a literatura americana conhecida na França.
Embora Beach tenha sido forçada a fechar sua loja durante a ocupação alemã, Monnier permaneceu aberta e continuou a fornecer livros e consolo aos leitores parisiense. Durante dez anos após a guerra Adrienne Monnier continuou seu trabalho como ensaísta, tradutora e livreira. Afetada por problemas de saúde, Monnier foi diagnosticado em setembro de 1954 com distúrbios auditivos e também sofria de delírios. Em 22 de maio de 1955, ela cometeu suicídio tomando uma overdose de pílulas para dormir.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Wu Tsao

Século 19 Wu Tsao nasceu por volta de 1800, seu ano de nascimento e morte são incertas. Ela era a filha de um comerciante e casou com um comerciante de si mesma. Suas experiências com estes homens não foram positivos, e ela procurou a companhia das mulheres, como amigos e como amantes. Ela escreveu poemas eróticos com cortesãs, criando passagens líricas sem pejo cheio de doçura de saudade. Ela era poeta China lésbicas grande, e ela era popular, enquanto ela viveu, suas músicas cantadas por toda a China. Sua poesia apresenta uma variedade de tópicos, ao contrário de outros poetas, as mulheres de seu tempo. Essa versatilidade, combinada com o estilo casual e tom pessoal, provavelmente contribuiu para sua popularidade. Mais tarde na vida, Wu Tsao mudou-se para o isolamento e se tornou uma sacerdotisa taoísta. Em relação ao Wu Tsao, Kenneth Rexroth escreve: "Ela é um dos grandes poetas de todos os tempos Lésbicas, talvez não tão grande como Safo, mas certamente maior do que qualquer dos modernos". De acordo com a Rexroth, Wu Tsao é geralmente considerado como o poeta terceira mulher da China, depois de Li Ch'ing-chao e Shu Chu-ch & ecircn, e com Ne-lan Hsin- como um dos dois poetas tz'u líder do Ching (Manchu) Dinastia. Dada a qualidade do trabalho de Wu Tsao e sua história, é perturbador descobrir que seu nome raramente aparece nos perfis dos poetas ocidentais, e ela não está incluído nas discussões literárias da tradição poética lésbicas. Nota do Editor: Encontrar informações sobre Wu Tsao provou extremamente desafiador, Kenneth Rexroth (que traduziu seu trabalho) desde que os recursos apenas neste poeta. Pesquisas Biblioteca têm provado até agora infrutíferos. Se você souber de quaisquer outras fontes de informação sobre Wu Tsao, por favor, me escreva com mais detalhes.

quinta-feira, 31 de março de 2011

lista de Mulheres que amam outras Mulheres

Lista de mulheres que amaram ou amam outras mulheres

- Adrienne Monnier - primeira editora de “Ulysses” juntamente com sua amante Sylvia Beach. - Agnes Moorehead - atriz americana, a Endora de “A Feiticeira”. - Alberta Hunter - cantora negra, americana, de jazz. - Alice James - irmã de Henry e Willian James. - Alice Toklas - braço direito e esposa de Gertrude Stein. - Alice Walker - escritora negra americana, autora de “A Cor Púrpura”. - Alla Nazimova - atriz do cinema mudo, amante de Dolly Wilde. - Amandine Aurore Dupin - escritora croos-dresser e bissexual conhecida como George Sand. - Amélia Earhart - aviadora americana, primeira mulher a fazer um vôo solo transatlântico. - Anais Nin - escritora francesa, amante de Henry Miller e sua mulher, June. - Angela Davis - ativista negra americana. - Angela RoRo - cantora brasileira. - Ani Difranco - cantora lésbica americana. - Anne - rainha inglesa do século XVIII. - Anne Bonny e Mary Reed - piratas lésbicas que eram amantes. - Annie Leibovitz - fotógrafa americana. - Barbara Stanwick - atriz americana das décadas de 1940. - Benedetta e Bartolomea - freiras italianas acusadas de lesbianismo no século XVII. - Bernice Abbott - fotógrafa, que foi assistente de Man Ray e amante de Thelma Wood. - Bessie Smith - cantora negra americana de blues. - Billie Holiday - cantora negra de blues, que gostava que as amantes a chamassem de “William”. - Billie Jean King - tenista americana, mentora de Martina Navratilova. - Boadicea - líder celta que lutou contra os romanos quando invadiram a Bretanha. - Camille Paglia - escritora e acadêmica americana. - Cassandra Rios - escritora brasileira. - Cássia Eller - cantora brasileira. - Catarina, a Grande - Imperatriz da Rússia. - Cilmara Bedaque - jornalista e compositora brasileira. - Colette - considerada a maior escritora francesa, autora do clássico gay “Le pure et le Impure” - Cristina, da Suécia - rainha sueca que abdicou ao trono, depois de recusar um casamento com um homem. Amante de sua camareira Ebba Sparre. - Djuna Barnes - escritora americana modernista, autora dos clássicos lésbicos “Ladies Almanack” e “Nightwood”. - Dolly Wilde - sobrinha de Oscar Wilde e amante de Natalie Barney. - Dorothy Azner - diretora de filmes em Hollywood nas décadas de 1920 e 30. - Edith Warthon - escritora americana, autora de “A Idade da Inocência”. - Edna St. Vincent Millay - poeta americana da década de 1920 e 30. - Eleanor Butler e Sarah Posonby - as famosas Senhoras de Llangolen, inglesas do século XIX. - Eleanor Roosevelt - primeira-dama americana, esposa de FDR e patrona da Declaração dos Direitos - Humanos. - Elizabeth Bishop - poeta americana que viveu no Brasil, amante de Lota Macedo Soares. - Elizabeth de Gramont - duquesa de Clermont-Tornerre, escritora, amante de Natalie Barney. - Ellen DeGeneres - atriz e comediante americana. - Emily Dickinson - poeta americana que passou a vida reclusa. - Érika Mann - atriz alemã, filha de Thomas Mann. - Eva le Gallienne - atriz da Broadway nos anos de 1920 e 30. - Felipa de Souza - brasileira punida pela Inquisição no século XVII. - Frida Kahlo - pintora mexicana modernista. - Geórgia O´Keefe - pintora americana bissexual. - Gertrude Stein - escritora Americana, esposa de Alice Toklas e amiga de Picasso. - Gisele Freund - fotógrafa alemã, pertencente ao círculo de Natalie Barney. - Greta Garbo - atriz sueca, famosa por sua frase “I want to be alone”. - Grethe Cammermeyer - militar exonerada por ser lésbica, vivida em filme por Glenn Close. - Herzer - transexual brasileira, autora de “Queda para o Alto”. - Hilda Dolittle - poeta bissexual inglesa, conhecida como H.D. - Ida Rubinstein - bailarina russa, modelo preferida da pintora Romaine Brooks. - Isadora Duncan - dançarina e amante de Mercedes de Acosta, que a ajudou a escrever sua famosa biografia. - James M. Barry - médica cross-dresser cujo nome verdadeiro era Miranda. - Jane Bowles - escritora americana, esposa de Paul Bowles e amante da marroquina Cherifa. - Jane Heap - editora do jornal literário “The Little Rewiew” e amante de Margaret Anderson. - Janet Flanner - jornalista americana, correspondente do New Yorker e amante de Solita Solano. - Janet Gaynor - primeira mulher a ganhar um Oscar, em 1928. - Janis Joplin - cantora americana de rock e blues. - Jeanette Winterson - escritora inglesa. - Joan Armatrading - cantora americana. - Joana Gajuru - mestre da festa folclórica do Guerreiro, em Alagoas. - Jodie Foster - atriz e diretora americana. - Joe Carstairs - piloto de lanchas campeã e milionária excêntrica. - Josephine Baker - cantora e vedete negra dos anos 20. - Juana Inez de la Cruz -poeta mexicana do século XVII. - k.d Lang - cantora canadense. - Katherine Mansfield - escritora neo-zelandeza, amiga de Virginia Woolf. - Lady Una Troubridge - tradutora, esposa de Radclyffe Hall. - Laura Bacellar - editora brasileira, fundadora da primeira editora gay brasileira. - Laura Finocchiaro - cantora pop brasileira. - Liane de Pougy - cortesã mais badalada de Paris no final do século XIX. - Lillian Fadermann - historiadora e escritora americana. - Lily Tomlin - atriz e comediante Americana. - Lorena Hickock - jornalista oficial da Casa Branca e amante de Eleanor Roosevelt. - Lota Macedo Soares - arquiteta brasileira e amante da poeta Elizabeth Bishop. - Ma Rainey - a mãe do blues, amante de Bessie Smith e cross-dresser. - Madame de Stäel - mecenas francesa do século XIX. - Margaret Anderson - editora do jornal literário modernista “The Little Rewiew”. - Margaret Fuller - transcendentalista, educadora e feminista Americana. - Margaret Mead - a antropóloga mais famosa da América. - Marguerite Moreno - atriz francesa do começo do século XX. - Marguerite Yourcenar - escritora francesa, primeira a ser aceita na Academia de Letras. - Maria Agnesi - matemática que formulou a famosa “curva de Agnesi”. - Maria Antonieta - rainha francesa que foi guilhotinada. - Maria Graham - historiadora inglesa e dama de companhia da Imperatriz Leopoldina. - Maria Leopoldina - imperatriz do Brasil, esposa de D. Pedro I. - Maria Quitéria - heroína da Independência do Brasil, que se vestia de homem. - Maria Schneider - atriz francesa de “O Último Tango em Paris”. - Marianne Moore - uma das maiores poetas Americanas. - Marie Laurencin - pintora modernista, protegida de Genrtrude Stein. - Marlene Dietrich - atriz alemã, amante de Mercedes de Acosta. - Martina Navratilova - tenista tcheca, depois americana, maior campeã de todos os tempos. - Melissa Etheridge - cantora americana. - Mercedes de Acosta - roteirista de cinema, amante de Greta Garbo e Marlene Dietrich. - Mlle de Maupin - espadachim francesa, cross-dresser e cantora de ópera do século XVIII. - Monika Truet - cineasta alemã. - Natalie Barney - escritora americana, saloniére do mais badalado salão literário de Paris na primeira década do século XX. - Pamela Wedekind - atriz alemã, filha de Frank Wedekind e amante de Érika Mann. - Patrícia Cornwell - escritora americana de policiais. - Patrícia Highsmith - escritora americana, criadora do talentoso Mr. Ripley. - Patrícia Rozema - cineasta canadense, diretora de “Quando a Noite Cai”. - Penthesileia - Rainha Amazona. - Phranc - cantora americana pós-punk de surf music. - Quitéria Sequa - mulher do Alcaide de Ilhéus, primeira lésbica que se tem notícia no Brasil. - Radclyffe Hall - escritora inglesa, autora do romance lésbico O Poço da Solidão e “marida” de Lady Uma Troubridge. - Renee Viven - poeta decadentista, amante de Natalie Barney. - Rita Mae Brown - escritora americana da década de 60 e 70, lésbica assumida e ativista. - Romaine Brooks - pintora americana, amante de Natalie Barney. - Rosa Bonheur - pintora francesa que se vestia de homem. - Rosie O´Donnell - atriz e comediante americana. - Ruth Benedict - antropóloga e amante de Margaret Mead. - Sappho - a maior poeta lírica da antiguidade. - Susan B. Anthony - sufragista americana. - Susan Sontag - escritora e ensaísta americana. - Suzy Capó - atriz e jornalista brasileira. - Sylvia Beach - dona da Shakespeare e Co. e a primeira a editar “Ulysses”, de James Joyce. - Tallulah Bankhead - atriz do cinema mudo, a viúva negra da série Batman, dos anos 60. - Thelma Wood - escultora americana, amante de Djuna Barnes. - Tracy Chapman - cantora folk americana. - Valéria Buskin - escritora brasileira. - Vange Leonel - cantora e escritora brasileira. - Virginia Woolf - escritora inglesa, autora do clássico “Orlando”. - Vita Sackville-West - escritora inglesa, amante de Virginia Woolf e Violet Trefusis. - Willa Cather - escritora americana. - Wu Tsao - poeta chinesa do século XIX.

Alice Pike Barney

Alice Pike Barney (nascido Alice Pike, 14 de janeiro de 1857-1931), pintora americana Ela estava ativa em Washington, DC, e trabalhou para tornar Washington em um centro de artes. Ela era Ativa in Washington, DC e trabalharam parágrafo tornar hum in Washington Centro de Artes.

Suas duas filhas foram o escritor e salão de anfitriã Natalie Clifford Barney e os bahá'ís escritora Laura Clifford Barney. [1] FORAM SUAS Duas Filhas o Escritor e salão de anfitriã Natalie Clifford Barney e Os bahá'ís escritora Laura Clifford Barney.

Início da Vida

pai do Barney Samuel Naftali Pike, que fez fortuna como o destilador de uísque Magnolia marca, foi um patrono das artes, em Cincinnati, Ohio, onde ele construiu Opera Pike's House. O pai de Samuel Barney Naftali Pike, Que fez fortuna Como o destilador de uísque Magnolia marca, FOI UM patrono das artes in Cincinnati, Ohio, Onde elemento construiu Pike's Opera House. Seu pai era um alemão - judeu, e sua mãe, um holandês - cristã. Seu pai era alemão UM - Judeu e Sua Mãe Holandesa - Cristã. mãe Alice Pike Barney's era de ascendência francesa. Depois de a família se mudou de Nova York em 1866, ele construiu o que viria a ser o Grand Opera House na Rua Vigésima Terceira e Oitava Avenida. Pike Mãe Barney era Alice descendentes de Franceses. DEPOIS de uma familia se Mudou de Nova York in 1866, construiu elementos O Que viria um ser o Grand Opera House nd Terceira Rua Vinte e Eighth Avenue. Barney era o caçula de quatro filhos e da única pessoa que compartilhou plenamente os interesses culturais de seu pai, como uma criança que ela mostrou talento como cantora e pianista. era Barney O Caçula de Quatro Filhos e da Pessoa Única Que OS plenamente compartilhou Interesses Culturais do Seu Pai, Uma Criança Que ELA mostrou talento Como pianista e cantora. Como Aos 17 anos ela se envolveu com o explorador Henry Morton Stanley. Aos 17 Anos ELA se envolveu com o Explorador Henry Morton Stanley. mãe de Alice é considerado o jogo inadequado devido à diferença de idade - ela tinha 17 anos, ele 33 - e insistiu que esperar para se casar. Mãe de Alice e O Jogo considerado inadequado devido a Diferença de idade - Ela tinha 17 Anos, 33 elementos - e insistiu Que Esperar parágrafo se casar. Enquanto esteve fora em uma expedição de dois anos na África, ela casou-se com Albert Clifford Barney, filho de um rico fabricante de vagões ferroviários em Dayton, Ohio. Enquanto esteve in fóruns UMA Expedição de Dois Anos nd África, Ela casou-se com Albert Clifford Barney, Filho de hum rico Fabricante de Vagões Ferroviários in Dayton, Ohio. Em 1882, Barney e sua família passaram o verão em Nova York 's Long Beach Hotel, onde aconteceu a Oscar Wilde estar falando sobre sua turnê palestra americanos. Em 1882, Barney e Sua Família passaram o Verão in Nova York 's Long Beach Hotel, Onde Oscar Wilde Estar Aconteceu uma in Falar SUA turnê Americanos de palestra. Wilde passou o dia com Alice e sua filha Natalie na praia, a conversa mudou o curso da vida de Alice, inspirando-a a prosseguir a arte a sério, apesar da desaprovação do marido. Wilde Passou o dia com Alice e SUA FILHA Natalie na Praia; conversa Mudou o Curso da Vida de Alice, inspirando-a a prosseguir uma arte um Serio, de atuarem SUA desaprovação. Seu Marido

Estudo da arte [editar] Estudo da arte Waterlily (1900) foi uma das ilustrações Barney's para livreto de sua filha. Waterlily (1900) FOI UMA das ilustrações do Barney n. A Filha de Seu livreto. O modelo era sobrinha de Ellen Barney's Goin. O Modelo era Sobrinha de Goin Ellen Barney's.

Em 1887 viajou para Paris para estar mais próximo de suas duas filhas enquanto elas assistiram Les ruches, uma escola francesa fundada pelo educador feminista Marie Souvestre. Em 1887 viajou parágrafo Paris parágrafo Estar Mais Próximo de SUAS Duas Filhas enquanto ELAS ruches assistiram Les, Uma Escola francesa fundada Pelo educador feminista Marie Souvestre. Enquanto estava lá, ela estudou pintura com Carolus-Duran. Enquanto estava Lá, ELA Estudou Pintura com Carolus-Duran. Ela retornou a Paris em 1896 - levar a filha Laura para um hospital francês para o tratamento de dor na perna de uma lesão na infância - e retomou seus estudos com Carolus-Duran, bem como tomar lições do pintor espanhol Claudio Castelucho. Ela retornou uma in Paris 1896 - Levar uma FILHA Laura hospital hum par Francês par o Tratamento de dor de perna nd nd UMA Lesão infância - e retomou SEUS ESTUDOS COM Carolus-Duran, Bem Lições Tomar Como fazer pintor Espanhol Claudio Castelucho. Quando James Abbott McNeill Whistler abriu uma Academia, foi um dos primeiros alunos. Quando James Abbott McNeill Whistler abriu UMA Academia, hum FOI Alunos dos Primeiros. Whistler logo perdeu o interesse no ensino da arte e da escola fechada, mas ele foi uma influência formativa. [6] Whistler perdeu logo o Interesse não ensino da arte e da Escola Fechada, MAS FOI UMA elementos Influência formativa. Em 1899 ela começou um salão de beleza em sua casa alugada na Avenida Victor Hugo; clientes regulares incluídos os pintores simbolistas Lucien Lévy-Dhurmer, John White Alexander, e Edmond Aman-Jean, e sua arte começou a mostrar uma influência simbolista. [7] Em 1899 iniciou hum ELA Salão de Beleza in SUA casa alugada na Avenida Victor Hugo; Clientes Regulares incluiu o simbolista Pintores Lucien Lévy-Dhurmer, John White Alexander, e Edmond Aman-Jean, e Sua arte começou uma Sorting Ordenação UMA Influência simbolista .

Auto-retrato com paleta de 1906, paleta com Auto-retrato de 1906

Quando Natalie escreveu um livreto de poesia francesa, Quelques Retratos-Sonetos de Femmes (Alguns Sonetos-Retrato de Mulher), Barney foi o prazer de fornecer ilustrações. Quando hum Escreveu Natalie livreto de poesia francesa, Quelques Retratos-Sonetos de Femmes (Alguns Sonetos-Retrato de Mulher), Barney FOI O Prazer de fornecer ilustrações. Ela não entendeu as implicações do amor do livro de poemas dirigidos às mulheres e não tinha idéia de que três das quatro mulheres que desfilou para ela eram amantes da filha. Ela nao Entendeu como Implicações do amor do Livro de poemas dirigidos Às Mulheres e nao tinha Ideia de Que Três das Quatro Mulheres Que desfilou ERAM Para ela Amantes FILHA DA. Albert, alertado para o tema do livro por uma revisão de jornal intitulado "Safo canta em Washington", levado às pressas para Paris, onde comprou e destruiu estoque remanescente da editora e chapas de impressão e insistiu em que Barney e Natalie voltar com ele para a casa da família de Verão em Bar Harbor, Maine. Albert, alertado o parágrafo Livro Tema Por UMA REVISÃO de Jornal intitulado "Safo canta in Washington", levado Às pressas parágrafo Paris, Onde Comprou e destruiu o Editora Estoque Remanescente e chapas de Impressão e insistiu in Que Barney e Natalie parágrafo voltar com um elemento Família de Verão, o Lar in Bar Harbor, Maine. Seu temperamento só piorou quando os amigos lhe transmitiu recortes do Espelho Washington. Seu Temperamento SO OS Amigos piorou quando transmitiu LHE recortes do Espelho Washington. A Alice Pike Barney Studio Casa (hoje a Embaixada da Letónia) é listado no Registro Nacional de Locais Históricos. A Alice Pike Barney Studio Casa (Hoje uma Embaixada da Letônia) e não Listada Registro Nacional de Lugares Históricos.

Washington, prestes a publicar o seu primeiro registo Social, foi se tornando mais socialmente estratificado e fundo Barney's como a filha de um destilador de uísque e neta de um imigrante judeu tinha feito seu objecto de insinuações vagas nas páginas de sociedade. Washington, Prestes um Publicar o Seu Primeiro Registo Social, Liberdade de Informação se tornando Mais Socialmente estratificado e Barney de Fundo Como A Filha UM destilador de uísque de e neta de hum Imigrante Judeu tinha Feito Seu Objecto de insinuações vagas NAS Sociedade de Páginas. A fofoca não teria efeito duradouro sobre o estatuto social da Barneys, mas Albert considerou um desastre. A fofoca nao térios Efeito duradouro Sobre o Estatuto Social da Barneys, MAS UM Considerou Albert Desastre. Seu consumo aumentou, assim como sua pressão arterial, e dois meses depois, ele teve um ataque cardíaco. Sua saúde continuou a deteriorar-se, e morreu em 1902. Seu Consumo aumentou, ASSIM SUA Como Pressão arterial, Dois Meses e DEPOIS, Ataque cardíaco elementos TeVe um. continuou Suá Saúde uma deteriorar-se, in Morreu e 1902.

Barney teve exposições individuais em galerias principais, incluindo a Corcoran Gallery of Art. Nos anos mais tarde, ela inventou e patenteou dispositivos mecânicos, escreveu e atuou em várias peças e uma ópera, e trabalhou para promover as artes, em Washington, DC Muitos dos seus quadros estão agora na coleção do Smithsonian American Museu de Arte. Exposições TeVe Barney indivíduos in principais Galerias, Incluindo um Corcoran Gallery of Art. n º s Anos Mais Tarde, inventou ELA e patenteou dispositivos mecanicos, Escreveu e Atuou in Peças e varias UMA ópera , e n º PROMOVER trabalhou como artes, in Washington, DC Muitos dos SEUS Quadros estao ágora nd Coleção do Smithsonian American Museu de Arte. Ela se converteu à Fé Bahá'í por volta de 1900. Ela se converteu à Fé Bahá'í Por Volta de 1900.

Final da vida

Final da Vida Em 1911, aos 53 anos, casado Barney 23-year-old Christian Hemmick; sua contratação resultou em atenção da imprensa mundial. Em 1911, AOS 53 Anos, casado Barney 23-year-old Christian Hemmick; SUA Contratação resultou in Atenção Mundial da Imprensa. Eles se divorciaram em 1920. in Eels se divorciaram 1920.